Entrevista: Sandy fala de carreira, feminismo e Theo

Em alguns dias, o público de Pernambuco encerra um hiato de cinco anos sem ver um show da cantora Sandy. Longe dos palcos locais desde 2012, quando apresentou a turnê especial Sandy Canta Michael Jackson no Teatro Guararapes, ela regressa ao mesmo lugar no próximo dia 17 com o show Meu Canto, numa passagem pelo Nordeste feita por iniciativa própria, sem produção local.

Por telefone, em entrevista ao JC, a artista não esconde a felicidade: “Faz muito tempo que eu não vejo o público recifense. É uma terra que eu adoro. E eu tô muito feliz de voltar finalmente”, afirmou. Ao ser questionada de alguma lembrança marcante das passagens anteriores ao Estado, Sandy relembrou uma história que viveu com o irmão Junior, ainda na época da dupla: “A gente estava hospedado na beira mar e o Junior foi à praia de manhã. Ele viu uma menininha meio que se afogando e conseguiu salvá-la. Depois ele chamou um socorro. Ele conta essa história até hoje. O Ju ficou bem preocupado, e a gente nunca mais soube da menina, mas acho que tudo terminou bem”, disse.

Aos 34 anos, casada com o músico Lucas Lima e mãe do Theo, de 2 anos e 8 meses, Sandy iniciou sua carreira solo em 2010 com o despretensioso disco Manuscrito. A partir daí, veio um EP, um álbum de estúdio, e dois CDs e DVDs gravados ao vivo. Com o Meu Canto – Ao Vivo No Teatro Municipal de Niterói, lançado em junho de 2016, a cantora acredita estar vivendo o ápice de seu trabalho. “Eu venho, graças a Deus, numa trajetória ascendente. E realmente o Meu Canto é o ponto mais alto da minha carreira até agora. Fiquei muito feliz com as críticas desse disco. E por onde eu tenho passado tenho sentido o carinho do público, muito contagiado pela emoção e participando muito a cada apresentação”, comemorou.

Mais amadurecida pessoal e profissionalmente, Sandy tem consciência de seu lugar enquanto artista. Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, a cantora revelou que nunca sofreu preconceito de gênero, mas que luta pela causa feminista: “Eu vivo num meio musical que tem seus preconceitos, mas ao mesmo tempo de muita abertura, com gente de cabeça muito aberta e à frente do seu tempo. Mas nunca sofri preconceito por ser mulher. Já senti outros tipos de preconceitos e dificuldades, mas de ser mulher, não. Eu nunca precisei lutar muito por isso como uma causa própria, mas sim como uma questão geral das mulheres no Brasil e no mundo”, assegurou.

Quando o assunto é Theo, a artista externou seu lado coruja: “A maternidade é a coisa mais importante da minha vida, que mudou da água pro vinho. Eu sou muito mais realizada e feliz hoje. O Theo lida numa boa com a minha vida, até porque eu diminuí o ritmo. Eu trabalho muito menos hoje e priorizo minha convivência com ele. Às vezes levo ele em alguns compromissos junto comigo. Ele adora ir na passagem de som, aí eu deixo ele escolher uma música e canto pra ele. Aí ele pega o microfone, fala, canta no microfone, é a coisa mais fofa”, entrega.

Com repertório autoral consolidado, o show é íntimo e romântico, mas haverá espaço para matar um pouco das saudades de Sandy & Junior, sem segundas intenções: “Acho bem difícil a gente voltar com a dupla, mas nada impede que a gente se reúna para fazer coisas pequenas e pontuais, como já fizemos. Eu não acho impossível porque somos irmãos. E quando essa vontade vier de dentro a gente não vai se podar por nenhum motivo”, esclareceu.

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Por Robson Gomes, JC / Adapt. A Gente Dá Certo

 

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