Sandy começa a rodar novo filme em setembro

Sandy durante apresentação no Vivo Rio, dia 02 de agosto.
Sandy durante apresentação no Vivo Rio, dia 02 de agosto.

Nada de músicos, roadies ou técnicos de som. Os próximos colegas de trabalho de Sandy serão atores, cinegrafistas e contra-regras. Isso porque a cantora se prepara para um novo projeto cinematográfico, o longa “Quando eu era vivo”. Dirigido por Marco Dutra, o filme é baseado no livro “A arte de produzir efeito sem causa”, romance escrito por Lourenço Mutarelli lançado pela Cia. das Letras em 2008.

Longe dos cinemas desde 2003, quando protagonizou ”Acquária” ao lado do irmão e ex-companheiro musical, Junior Lima, Sandy agora vai contracenar com Antonio Fagundes e Marat Descartes — que entra no lugar de Fábio Assunção, que declinou do convite por conta de conflitos em sua agenda.

“Minha personagem é a Bruna, uma estudante de música. É um roteiro muito interessante, um drama bem bacana. Estou ansiosa para começar. A gente já começa a preparar tudo no final agora do mês. Começamos a gravar logo em seguida, no comecinho de setembro”, revela Sandy, em entrevista exclusiva ao G1.

Rei do Pop

Até lá, Sandy prossegue com série de shows em homenagem a Michael Jackson, parte integrante da agenda de realizações do Circuito Cultural Banco do Brasil (que também traz Lulu Santos cantando Roberto e Erasmo Carlos; e Maria Bethânia interpretando Chico Buarque). O espetáculo, que já passou por cidades como Curitiba, São Paulo, Recife e Rio de Janeiro, chega à Sala Villa Lobos do Teatro Nacional, em Brasília, na noite desta quarta (8).

“Escolher o repertório foi uma das partes mais difíceis. Queria umas 17 ou 18 músicas. Então procurei abranger todas as fases da carreira dele, desde quando era criança, e pegar hits incontestáveis, que todo mundo conheceria”, explica Sandy, que canta músicas como como “Bad”, “Rock with you” e “I’ll be there”.

Sandy conta que procurou não alterar os arranjos originais das músicas. “Fiz algumas adaptações, mas puxando um pouquinho para o meu estilo, sempre com o cuidado de não descaracterizar o som dele”, destaca a cantora, que sobe ao palco com um figurino cheio de referências ao gurda-roupa do ídolo, com o chapéu preto e as luvas brilhantes.

Fã de Michael a partir do álbum “Bad”, quando teve o primeiro contato com a obra do Rei do Pop, ela relembra o encontro com o cantor durante a passagem da turnê “Dangerous” por São Paulo, em 1993. Na ocasião, subiu ao palco para fazer linguagem de sinais durante uma das canções.

“Num dia, fui eu. No outro, meu irmão. Aprendemos só para aquilo. Mas, chegou na hora, eu errei muito. A gente estava nervoso. Ele colocou a mão no meu ombro, meio que me acalmando mesmo. Aí voltei a acertar. Nunca vou esquecer, lembro detalhes daquele dia. Foi muito emocionante”, relembra.

Novo disco e popularidade

Mesmo com a agenda cheia, Sandy já começa a pensar em seu segundo álbum. Ainda sem data de lançamento prevista, o disco vai suceder “Manuscrito”, que marcou sua estreia solo em 2010. “Já compus algumas coisas. Estou pensando na cara do meu futuro projeto. Ainda não pensei em participações nem nada, mas pretendo chamar alguns parceiros para compor comigo.”

Sandy durante apresentação no Vivo Rio, dia 02 de agosto.
Sandy durante apresentação no Vivo Rio, dia 02 de agosto.

Feliz em sua caminhada solo, Sandy reconhece que hoje tem menos fãs do que na época em que formava dupla com o irmão. Mas encara com naturalidade a nova fase e o “tamanho da artista” que diz ter se tornado.

“Já esperava. Estava completamente preparada para isso. É uma passagem natural que já sabia que ia acontecer. Fazia show para 70, 80 mil pessoas. Já cheguei a fazer para 250 mil pessoas. E, agora, faço para 2 mil. Mas é gostoso, porque eu sinto o público muito próximo. É muito gostoso estar num lugar e conseguir enxergar o rosto quase de todo mundo”, ressalta Sandy, concluindo: “Importante é fazer uma coisa em que a gente acredite.”

Por: Ego / Adapt. A Gente Dá Certo

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